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/publicado em 17/6/2008 13:55:54 ANISTIA, Até quando? |
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Até quando houver tempo...
Anistia significa para os anistiados o reconhecimento de seus direitos revisto e consumado dentro do que esta previsto da lei nº. 8878/94 que os resguardam, na resolução dos seus direitos. Não de forma protelando o tempo, esquecido na morosidade e falta de empenho por parte das autoridades que julgamos serem competentes para resolver essa questão, que já se arrastam por quase duas décadas, gerando constrangimento e sofrimento por parte desses que na época fizeram prevalecer através do entendimento os seus direitos. Com base na isenção de pena, indulto, ordinariamente coletivo cedido por um chefe de estado, no caso o presidente da republica, que na sua gestão pudesse fazer cumprir os referidos direitos, porem não nos remetem confiança porte deles, ate o momento esta sendo tudo ao contrario usando uma linguagem puramente política e não técnica, no qual vem caracterizar os atos numa ação que nunca chega aos finalmente. O pior não há informação clara sobre a real situação de todo esse processo, que possa ser positivo relacionada à questão dos anistiados, são esses trabalhadores que na época eram funcionário de empresas estatais; que vieram ser consolidada a esse modelo de privatização, um modelo imposto pelo governo que privatiza quase por total as empresas estatais do Brasil. Nesse caso faço referencia exclusiva aos ex-funcionários da empresa Companhia Vale do Rio Doce. Que foram visto e adequados a situação de forma contraria e injusta, por todos aqueles que se sentiam donos da CVRD, os chamados marajás. Uma coisa é oferecer formas de incentivo aqueles que haviam tempo de sobra para se aposentar, porem as conveniências e jogos de interesse pessoais não os deixavam desligar dessas empresas. Em outro viés não era para os que não haviam tempo necessário para se aposentar, mas por uma falta de critério prevalecia as indicações dos chefes de seus respectivos setores, que muita das vezes houveram casos de ameaça direta por parte de algum supervisor de área ou gerente de setor, a funcionários no que diz respeito a sua forma de desligamento, caracterizava esse ato na decorrência de perseguição ou não, ficava mais claro para os funcionários ex- grevistas, do que numa visão mais produtiva. Tudo foi acontecendo de maneira arbitraria invertendo os papeis, uma situação não vistos aos menos favorecidos, um fato que os excluíam do direito ao plano de carreira ou permanência dos mesmo na empresa. Com o decorrer do tempo foram desvirtuando as informações no sentido de criar discursos para justificar, senão, do que atualmente pregam. Não sei bem a realidade de tantos outros anistiados, porem aqui em Itabira estão escritos no diário oficial, umas trezentas e poucas pessoas. Moral de toda essa historia atualmente vivemos de esperança e da luta de pequenas comissões, que nos representam via governo, que numa condição perversa aos poucos vão sendo diluído com o tempo, na certeza que cada dia que passa alguém vai morrendo e infelizmente com o tempo morrerão todos, desculpados por esse mecanismo monstruoso de tanta hipocrisia: congresso nacional e senado federal. No presente momento somos vistos como insignificantes colocados nos corredores da desilusão. A quem devemos nos agradecer pelo reconhecimento aos erros cometidos e deu abertura para todo esse processo de uma forma sensata foi o ex-presidente: Itamar Franco, foi ele que nos anistiou de lá para cá, foram criando outras situações remontando processo em cima de processo, no intuito de dificultar mais a sua resolução final. No governo de Fernando Henrique Cardoso podemos ver que pouco avançou, mas isso era de se esperar, agora o que não da mesmo para compreender é essa absurda omissão que esta cometendo o atual presidente da Republica, Luis Inácio Lula da Silva o ( LULA ) com dois mandatos praticamente concluído e até o momento não tomou nenhuma posição a favor dos anistiados, sabemos nos que o mesmo só chegou a presidência da republica, por ter o perfil dos trabalhadores brasileiros, primeiro por ter sido metalúrgico, depois sindicalista, nessa sua trajetória política, na luta pelo poder somos o sal ou a cinza da sua ideologia, esquecidos e deixados para traz. Portanto meus caros e companheiros amigos, eu também sou um desses anistiados que juntos estamos sentados no banco do tempo; que sente na pele todo o descaso e repudia do que estamos todos vivendo ao longo desses anos. Nada mais justifica a não ser o reconhecimento e reparos para que venha suprir aquilo que é de direito a todos nós anistiados deste país. O Brasil esta passando por um momento de passar a limpo a sua verdadeira historia, em todos os sentidos, digo isso com muito orgulho por ser brasileiro. É uma nação jovem com muito recurso natural, não gosto muito de esta fazendo comparações a outros países, mas uma coisa é certa é a maior tributação relacionada a impostos cobrados por um governo e uma das piores prestações de serviços recebidos por seu povo: a sua má divisão de renda, uma péssima inclusão social. Esta mais que na hora de darmos um basta nesta nossa cultura, do faça de conta e bom jeitinho, peculiar de nossos antepassados, que não gera nenhum sentido sermos injustos com nós mesmo. Toninho Aribati
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