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 PESQUISA
Política Cultural
/publicado em 15/9/2008 12:07:04 
Política Cultural

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Não consigo compreender o porquê estão perdendo de forma assustadora as origens e os potenciais da nossa cultura. Para quem não sabe e quer saber um pouco mais do seu quadro de saúde, a Cultura local encontra-se, enquanto paciente internada numa unidade da U.T.I., com o seu estado cada vez mais agravante, pois, está sedada e, de tempo em tempo, aparece um para desligar um determinado tipo de aparelho chamado gestor de eventos culturais, que sem a sua presença e ação dificilmente esse paciente que nos dá tanto prazer e alegria, consiga resistir a viver.

Não deram conta ainda que esse paciente vive basicamente do sonho de quem quer fazer a sua alegria e alegria dos outros.
Quando criam mecanismo que se dispõe de leis de incentivo à cultura, não estabelecem aquilo que possa ser o suficiente, logo determinam um teto mínimo que dependendo do projeto se torna economicamente inviável a sua realização, isso quando não morre na burocracia e ausência de recurso que já podia estar disponível de acordo com avaliação de uma comissão.

O mercado atual é muito seletivo, dificilmente vai aliar a imagem do seu produto ao um produto artístico desconhecido. O que foi criado para dar oportunidades aos sem nomes, acabam privilegiando àqueles que não necessitam tanto, cujo esses já têm nomes e ganharam outros horizontes na esfera municipal, estadual e federal.

Cultura nada mais é que a preservação da memória, contando com a criatividade para criar novos hábitos: os mortos não podem ser tão mais presentes em nossas vidas, do que esse que ainda está vivo lutando para obter espaço. É necessário manter o equilíbrio, tomem como exemplo se necessário for à Bahia, que é vista pelo mundo através da sua cultura e outras cidades do nordeste, o próprio Rio de Janeiro e agora tão próximo de nós Belo Horizonte, com popularização das artes como é feito todo o ano.

Se realmente querem fomentar o tão almejado turismo, o qual nós também almejamos. Pensar que vão estabelecer um turismo forte na cidade e região sem ter uma política cultural, para mudar essa rotina que falam tanto dos Itabiranos, por não integrar a vida noturna da cidade e, quando acontece são em eventos de cultura de massa, é o que sempre dizem. O que pode ser feito nessa situação é fazer um trabalho de integração com todos que possam vir a somar relacionando proprietários de bares, restaurantes e similares, mais os hotéis que podem ser visto como sala de visita da cidade, se não afinar esses instrumentos colocando-os em sintonia, vamos dar com os burros n’água ...

Como sugestão porque não criar uma secretaria de cultura ou um setor para cuidar dos interesses pertinentes à cultura, desvincular a FCCDA de uma vez por toda, dessa dominação puramente política que poderia ser a política. Ficar sob a decisão de cada governo, implica uma ciranda de interesses individuais para satisfazer algumas conveniências. As ações não têm seqüência e nem estabilidade, referente a cada governo. O que acaba acontecendo na maioria das vezes, não é generalizando os fatos; porém foge totalmente do visagismo do bem viver ou fazer cultural.

Ela por si só, caminhe com o seu corpo docente como funcionam as outras fundações, se fizerem, vão criar mais espaço. A própria Secretaria de Cultura pode ser umas das freqüentes parceiras da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade.

Uma coisa é ela cuidar da obra e acervo do poeta, procurando difundir mais; outra coisa é ela ter a responsabilidade sozinha de gerir os anseios culturais sem a ostentação e o direcionamento de uma política cultural, mais uma vez enfatizando. Enquanto isto existem alternativas a se buscar. Quando fazemos referência a essa instituição sabemos o quanto é valorosa pelo respeito e tradição que ela tem e provavelmente ela não terá nenhum tipo de dificuldade para expandir um pouco mais se relacionarmos com o que aí está em relação ao seu valor cultural: não só para Itabira, mas para o estado e todo o país, na memória do nosso poeta maior.

Que as tradições deixassem de ser um simples acontecimento qualquer, estou dizendo dos eventos que são tantos, podia acontecer com calendário definidos divulgado em pontos estratégico da cidade e região, promovendo debates coisa que aos pouco vai caracterizar os movimentos culturais celebrado com a alma dos itabiranos: para melhor servir aqueles que aqui vierem nos visitar, envolve todas as datas comemorativas que possa ter, relacionando todos os segmentos artísticos na valorização dos seus filhos artistas que necessitam tanto de gestores para abrir espaços para que esse mesmo filho trabalhe dignamente; os mesmos estão vivendo a um bom tempo sem referencia e sem identidade própria. Essa situação se torna mais agravante quando se trata daqueles que não conseguem produzir outra coisa senão a arte. O caso de alguns estarem vivendo com muita dificuldade, é muito constrangedor ver alguém viver abaixo da linha da miséria por falta de oportunidade para expor o que sente e sabe fazer.

Não estou escrevendo num tom de indignação, ainda não... Mas são coisas que a minha sensibilidade sente. Até reconheço que tem feito algo como exemplo o Museu do Tropeiro em Ipoema, e outras ações que possam vir a ser importantes, como podem referir a esse projeto que tem dado muito certo, refiro a Estrada Real. Não é tirando o mérito de ninguém, mas tem contado muito com bons parceiros a presença freqüente dos sertanejos que é fiel a sua cultura e origem, o preparo a hospitalidade educada dos moradores dos distritos de Ipoema e Nossa Senhora do Carmo. Finalizando os mesmos estão tendo uma excelente visão em relação a essa região; são empreendedores bastante conscientes do que querem, criando suportes naturais e convencionais para recepcionar quem lá visitar, incluindo outras parcerias de outros municípios por estar inserido no contexto da Estrada Real, o que deve ser repensado, pois, à cidade é um todo e deve ser trabalhada com tudo que nela há de potencial.

Se formos ver, digo sem me exaltar é uma criança que tem vários pais e várias mães, com todo tempo para crescer esse desejo filosófico.

O meu saudoso e avó, em memória: Caetano Coelho da silva, que foi uma pessoa com visão e ação comunitária, até os seus últimos dias de vida: que Deus o tem! - Ele dizia sempre naquele tempo, quando ainda era adolescente, coisas que nunca vou esquecer, ele falava dando toda ênfase a frase, que tornou muito popular: quem sorri por ultimo, sorri melhor!

Nos dias atuais comparados a modernidade tudo é ao contrario se rirmos por ultimo vamos sorrir atrasados e nunca melhor. O passado serve para uma reflexão e prever um outro tipo de presente, portanto esse artigo é dirigido a todas as pessoas que puder cooperar, na oportunidade esperamos que todo o legislativo e executivo olhe com os olhos de quem quer ver, na amplitude de novas ideais gerida pelos poderes do município e o desejo da sua comunidade.


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