A libertação de quatro reféns pode ser um sinal de que o cansaço físico e mental atingiu os assaltantes que roubaram o Banco do Brasil na cidade de São Romão, no Norte de Minas, no dia 6 de fevereiro. Os quatro homens que estavam sob poder da quadrilha foram soltos no final da noite de sábado, próximo a uma ponte na rodovia MG-181, na saída de Bonfinópolis de Minas.
Um dos reféns libertados é o ex-cabo da PM de Riachinho, Marcon da Mota Correia, de 37 anos. Os outros três são Joaquim Nunes da Rocha Filho, de 39 anos, Manoel Gomes Brandão, de 41, e Clébio Gabriel Gomes, de 26. Eles foram capturados pelos criminosos no último domingo, quando houve troca de tiros com a PM, em Riachinho.
Segundo os policiais, os reféns estão debilitados, mas não apresentam ferimentos. Eles disseram que a tática dos criminosos é caminhar à noite e procurar um refúgio para se esconder durante o dia. A polícia já tem os nomes e características dos suspeitos que permanecem foragidos, mas os dados permanecem sob sigilo para não atrapalhar as investigações.
Após a libertação, as buscas se intensificaram na região de Bonfinópolis. Participam da operação cerca de 400 integrantes de uma força-tarefa montada para o cerco, tendo suporte de quatro helicópteros.
Tentativa de resgate
Na noite de sexta-feira já haviam sido presos quatro suspeitos de tentar resgatar o restante do bando que está escondido no mato. Foram detidos Wanderley Evangelista Faria, de 31 anos, Leila Alves Rodrigues, de 32, Edvânio Pereira da Silva, de 31, e Max Vieira Dias, de 33.
Eles foram surpreendidos em Bonfinópolis, informação que bate com a passada pelos reféns liberados no domingo à noite. Eles disseram que os bandidos os obrigaram a indicar o caminho de Riachinho para Bonfinópolis, onde poderia ocorrer o resgate pelos supostos comparsas.
Com as prisões realizadas em Bonfinópolis, a polícia confirmou que a quadrilha que realizou o assalto em São Romão é de Goiânia, com ramificações em Brasília.
Foto:Ronaldo de Oliveira/CB-15/02/2007/Portal UAI