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/publicado em 28/7/2009 10:57:30 Crônica Poética |
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O sonho em busca do paraíso da cidade do nunca, ora como o pensamento do visionário, voa. E não voam a toa!
- Fênix Pássaro gigante, a liberdade lhe convém de ir para céu. Quando quiser... Quando vier estaremos aqui com a luz do pensamento brincando com o dia a dia, como se fôssemos crianças, de vontade abstrata, o sentimento que evolui, mas que sepulta a insensatez do olhar à falsa realidade de ser em qualquer atmosfera. Galho não? - Pode quebrar. A vida em perigo constante, forma delirante, o estopim da bomba gerando imagem de um prisma que pode ofuscar a ida e a volta da estrada, vida romântica. Carta escrita sobre o mapa do paraíso terra do nunca, o tempo que queremos descobrir, a cura, a fadiga dos fatigantes, que sofrem ataque miocárdio, ataques fulminante, que após um determinado tempo, o corpo retalhado que perde a temperatura de si mesmo, ornamentado num caixão de ouro. Agora sim! - Corpo sem febre. Não mais febril, o jeito que deforma o rosto, a cor, o gosto, o desejo de prazerá com diferentes pessoas, de querer simples, olhares que guiam a vida por caminhos distantes. A felicidade pode estar em tanta coisa! - É muito mais que viver. É muito mais que ter o maior dinheiro do mundo, é o mais de tudo, é transcender... Hora ser, hora não ser. Afinal, a felicidade existe? - O que se pode afirmar é que a prudência faz parte da natureza humana, a busca pra ser feliz. Quando na existência deixa ou passa a existir, por um momento, dois momentos, o registro, a nossa história, sua vinda em meu Brasil, pode considerar... Um presente de grego. Subiu ao morro denunciou a miséria: uma típica voz suplica "Michael, Michael! - eles não ligam pra gente". Já sabe bem como é: Em são Paulo, Rio de Janeiro, chamada "Cidade Maravilhosa", no alto da Amazônia, vidas sobre serras afiadas, que derrubam árvores para fazer fogueiras, pouco respeito à densa floresta, o pulmão da America Latina. Os belos vales, as gigantes serras, as planícies transformadas em solo ácido, tipo a caatinga do nordeste, aqui próximo de mim, a fome no vale Jequitinhonha, essa, possivelmente ele não viu o tamanho da adversidade entre ricos e pobres. Mas há muita coisa boa pra se ver: a mistura negritude, a cultura de um modo geral, o branco, o azul, o verde, o amarelo, o sentimento dessa gente, na força, no gesto, na batida do coração. A pluralidade das cores, o ritmo, a Timbalada, descendo e subindo ladeira com a alegria do Olodum. O artista não compreendido é paranóico. Quando compreendido, torna neurótico, um semideus das palavras certas, que sozinhas dançam o glamour da sociedade hipócrita. Então? - Em algum tempo subiam os becos, desciam os guetos, rotulados de favelas, barracões geminados de parede de meia, laje sobre laje, cada um na convenção, medida de um lote. Que vergonha pro país de tanta terra, que distribui terreiro coletivo, água em gota a gota, mais um gato, lá fora a pororoca e boqueirões, ladeiras e abismos, estruturas precárias perenes nos olhos de quem vê as necessidades. Nesse momento ouvimos os velhos chavões repetidos em numeras vezes, Michael Jackson não morreu, para mim faleceu, ele foi para essas viagens lúdicas. O manto azul, destino lunático, onde moram as estrelas, que viajam pelo espaço sideral. Por uma legião não morreu! - Faleceu. A todo instante vimos a sua imagem por todo o canto do planeta. Fica memorizada a imagem na memória dos seus fãs, vive pra sempre os gestos, os teus movimentos imortalizados, a personagem vivida por ele, o artista que expôs o seu sentimento de forma sofrida, um sofrimento de sofrer emocionalmente, compossível à perfeição, à busca, ao canto, esse canto doce perfumado, comparado a nenhum: o tudo. O nada. Abelha rainha, asas que voam com ritos, rituais, que ri tua a dança que gira a frenética com toda sintonia do corpo, do seu corpo, reinventa a arte que toca a alma de quem vê, sempre com ar de surpresa, arrastando multidões, em algum ponto do planeta moveu as idéias, o mundo em entretenimento, cálculo fabuloso... O coração, a emoção, que o transforma em um príncipe, ora no rei. O monstro feito fera ferida, um tigre enjaulado que vira o diabo. Suaviza a bravura do cavaleiro andante, a liberdade de explosão, um gigante, o excesso de energia, que de certo modo representa a vida de forma mágica, no sentido de viver um grande enredo, a história. Nasceu pobre, viveu como rico, uma vida rodeado de mistério, que só o tempo pode contar. No mais... Vai, anjo torto. Vai, vai pro mundo dos e eternos. Toninho Aribati
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