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/publicado em 21/11/2009 21:23:25 "Por conferência, diretoria do sindicato se une ao Governo de Minas" |
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OPOSIÇÃO SINDICAL-MG
Por: Heitor Reis (*) Engenheiro civil por formação e militante em tempo integral no movimento social, não sou jornalista diplomado e nem exerço esta atividade remuneradamente, tendo a liberdade de dizer o que penso, sem qualquer limite por parte de um patrão, seja ele particular, do movimento social ou governamental. Parte de meus artigos está no Observatório da Imprensa e podem comprovar minha independência: http://observatoriodaimprensa.com.br/lista_autor.asp?cod=533IPB004&a_ano=2009&a_mes=11 Há endereço para outros espaços que os publicam também em www.Heitor-Reis.blogspot.com e aqui www.lestemais.com.br . Também não sou petista, ainda que eleitor do Lula no segundo turno.. No primeiro, prefiro mostrar que prefiro alguém mais radical, mesmo sabendo que o discurso de campanha sempre é muito diferente da prática, após se ganhar a eleição. Em meus textos, procuro criticá-lo onde ele está errando (por exemplo, na comunicação) e reconhecer os ganhos materiais e educacionais para os trabalhadores. Passo, então, a analisar o texto divulgado pela Oposição Sindical à atual direção do SindJor-MG: Com a realização entre os dias 13 e 15 deste mês, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), da etapa estadual da Conferência Nacional de Comunicação (Cofecon) convocada pelo governador Aécio Neves – velho conhecido dos jornalistas mineiros –, a diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG) deu mais um passo rumo a estratégia de tentativa domesticação dos trabalhadores jornalistas, apoiada na proposta de “construção da cidadania”, que secundariza os interesses próprios da categoria, diluindo sua organização enquanto classe trabalhadora. A Confecom-MG foi convocada realmente pelo governador, da mesma forma que a nacional o foi pelo presidente da "reparticular". Em outros estados não foi diferente, com algumas exceções, ora pela Assembléia Legislativa ou pela Comissão Organizadora Nacional. Sou membro da Comissão Mineira Pró-Confecom desde sua fundação e atuo na Abraço, FNDC e Fenai/Faibra. Desta comissão, também fazem parte o SindJor, o CRP, Sinpro, Sind-UTE, partidos e algumas ONG. Mais detalhes, onde há uma relação completa das Entidades Participantes: www.proconferenciamg.wordpress.com Como em quase todos os estados, os movimentos sociais se organizaram para realizar a primeira Confecom. Portanto, a convocação da Confecom-MG não foi uma iniciativa do governador, mas uma consequência de um processo muito maior, conforme se pode ver em www.proconferencia.org.br . Nem se trata de uma estratégia do SindJor isoladamente, com os objetivos acima mencionados, pela Oposição Sindical, ainda que seja uma das entidades mais atuantes neste sentido. É uma estratégia dos movimentos sociais em nível nacional e estadual. Ao empenhar seus esforços para construir uma agenda comum entre governo do estado, governo federal, movimentos sociais e o sindicato, a diretoria do SJPMG prioriza interesses partidários, empresariais e ongueiros estranhos aos objetivos concretos e imediatos da categoria, abrindo mão dos princípios de independência, autonomia e consciência de classe necessários a construção de um sindicato representativo, forte, capaz de resgatar a dignidade da profissão por meio de melhorias salariais e das condições de trabalho dos jornalistas. Posso assegurar, que, se fosse assim, e eu o percebesse como tal, seria o primeiro a assinar embaixo desta crítica. Por outro lado, imagino que, em função do refluxo do movimento social, a quase totalidade dos sindicatos está mais acomodada, tornando-se correia de transmissão de um governo que se diz dos trabalhadores. Na realidade, teve sua campanha financiada pelos patrões e privilegia o interesse deles, em detrimento dos do operariado, ainda que haja ganhos inegáveis, mesmo sendo muito distantes de uma verdadeira justiça social e de um Brasil Para Todos. Por outro lado, a grande maioria do proletariado muito pouco faz para merecer algo melhor do que o que está ai, sendo geralmente alienado, preguiçoso e conservador, mantido assim por séculos, pela cultura ibero-católica-latino-americana e sem qualquer interesse em lutar por sua alforria intelectual ou material. E até espiritual, para quem é de espiritual... A cultura anglo-saxã-protestante tem valores bastante diferentes. E ao se empenhar para participar da etapa nacional da conferência entre os dias 14 e 17 de Dezembro, a diretoria do nosso sindicato não só incorpora interesses estranhos aos da categoria e nega toda opressão promovida pelo governo do Estado contra jornalistas mineiros, como coloca toda a estrutura do Sindicato dos Jornalistas a serviço do governo federal e dos partidos lulistas. E transforma nosso sindicato em correia de transmissão de interesses partidários, governistas e até mesmo patronais legitimados por sua participação na Confecom. Tanto que o SindJor não nega esta opressão, que os jornalistas presentes à Confecom-MG votaram em peso nas propostas e moções que se opoem a ela. O que mais distinguiu as votações foi justamente o fato de conflitarmos normalmente com os interesses dos empresários. O vídeo será repetido em breve pela TV Assembléia e poderá ser constatado isto. Há um resumo a respeito em www.proconferenciamg.wordpress.com , donde extraí uma das moções aprovadas no evento: Repúdio à falta de liberdade de expressão e ao cerceamento à imprensa cometido por membros do governo de Minas e conglomerados econômicos, resultado em perseguição e demissão de jornalistas. A Oposição Sindical dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais não é contra a participação de membros de partidos políticos nos sindicatos. Entretanto, refuta veementemente que os sindicatos sejam transformados em meros instrumentos de partidos políticos, sejam eles quais forem, como defendemos em nossa Carta de Princípios. Concordo plenamente, mesmo sabendo que é difícil um sindicato cheio de petistas e aliados não ser condescendente com os problemas do governo que eles conquistaram, aliando-se até com Judas e com a metade das hostes de Belzebu . A questão é se haveria outra forma de chegar lá, sem isto. Quem discordar disto, deveria fazer diferente e provar, na prática, a outra hipótese. Se fosse um sindicato dominado pelo PSOL e/ou PSTU, a situação seria bem diferente. Seria mero instrumento da oposição ao atual governo. Faz parte do processo dialético da história. Durante os vários eventos realizados dentro do SindJor-MG, jamais percebi qualquer cerceamento à crítica ao governador Aécio Neves, podendo eu assegurar que ali impera a mais salutar liberdade de expressão, como aconteceu, esta semana em dois eventos: Lançamento do livro de Venício de Lima e debate com Bob Fernandes. Mesmo o programa “Primeira Terça” sendo financiado por verba pública estadual e pela Vale do Rio Doce. Em função disto, uma vez por mês, comparecem a esta província, os mais destacados críticos nacionais da forma com que a mídia vem sendo realizada no país. No caso desta semana, Bob Fernandes, perguntado por mim sobre sua percepção a respeito da censura da mídia em Minas, patrocinada pelo governador Aécio Neves, ele deixou patente que isto é um fato generalizado em todo o país, com raras exceções. (*) Heitor Reis é um subversivo, indivíduo perigoso do ponto de vista dos milicos, de Gilmar Mendes e de qualquer um que esteja satisfeito com o atual sistema político, econômico e social. Artigos no Observatório da Imprensa: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/lista_autor.asp?cod=532JDB002&a_ano=2009&a_mes=11 Nenhum direito autoral reservado: Esquerdos autorais ("Copyleft") Contatos: (31) 9208 2261 - heitorreis@gmail.com
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