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 PESQUISA
Reflexão sobre o caso Quim Ribeiro, Angola
/publicado em 1/12/2010 15:19:45 
Reflexão sobre o caso Quim Ribeiro, Angola
No Forum dos Angolanistas circulou este depoimento:
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Amigos e senhores.
O nosso país precisa de disciplinar alguns dos mais altos chefes para que a lei se cumpra em todas as camadas sociais.
O senhor comandante Quim Ribeiro, aproveitando- se da posição ou do cargo que ocupava, fazia coisas que até o diabo duvidadava. Ouvi cenas de muitos pacatos
angolanos, que o mesmo às vezes colocava seus soldados girando todo dia, debaixo de sol ardente, para lhe assegurar enquanto jogava e bebia depois da sua pelada.

Outra, batia nos seus subordinados na rua, se não lhe rendessem continência, que é a saudação militar, quando passasse.

Várias vezes expulsou seus efectivos por terem roubado um telemóvel ou então uma galinha como foi o caso de dois agentes do Municipio do Cazenga e um do Rangel. No caso frescura, que foi o mais polêmico dos casos, empurrou seus subordinados para serem condenados a 24 anos de prisão por terem cumprido uma missão que muito bem teria contornado uma vez que ficou comprovado, que os falecidos eram na verdada delinguentes e faziam parte de uma quadrilha que desmantelava e saqueva haveres dos moradores do Sambizanga e que já tinham várias passagens na Policia.

Estes e outros casos que chocaram a sociedade angolana, devido ao seu comportamento bruto e desrespeitoso.

Ler texto no final desta correspondência.

Como deve ser tratado este senhor?
Uma pergunta que fica para a vossa reflexão acrescido da minha pequena
abordagem em torno do caso.
Bem haja Angola

Francisco José Cruz
Ms. Ciência Política
____________________________________________________________
NA IMAGEM DOS QUE GALVANIZAM EM VEZ DE GRANJEAR.
Senhores, pode ser uma coisa que em principio pareça ser revoltante, mas é simplesmente um pequeno, e naturalmente pequeno desabafo de um cidadão desta sociedade que está a se pronunciar sobre o polemico caso Joaquim Vieira Rebeiro, “Quim” Ribeiro.
Anos a fios questionei-me sobre posições que determinados chefes do nosso país tomam ao se pronunciarem de casos de seus subordinados ou até mesmo em tomarem posições diferenciados com cidadãos que comungam o mesmo poleiro. Isto posso dizer que é sem excepção, porque os que assim se comportam dizem garantir seu pão. Ainda continuo sem compreender e gostaria que me pudessem ajudar o que significa garantir o pão. Aprendi com meu velho e falecido pai que garantir seu pão é ser honesto, amoroso, carinhoso, respeitoso, valorizar o outro, saber posicionar-se, não passar por cima dos outros para granjear espaços ou lugares, assim como respeitar as coisas alheias ou do colectivo.
Aí então faço jus ao título deste pequeno escrito para levar a reflexão dos meus amigos leitores. GALGAR EM VEZ DE GRANJEAR. Amigos, nos meus pequenos conhecimentos de significados de algumas palavras, consultei o nosso sábio dos significados e confirmou-me o título que atribuo nesta reflexão. GALGAR, para o sábio das palavras, significa saltar por cima de, transpor. Já GRANJEAR significa cultivar, beneficiar, obter com trabalho ou esforços.
O que acontece neste país é totalmente diferente. Os que estão no poder, muitos deles galvanizaram lugares, incriminando os outros, fazendo coisas terríveis para que se posicionassem em lugares que não granjearam. Então, surge o que estamos habituados a ouvir. “Pessoas erradas em lugares certos”. Nesta cenda de turbilhões de noticias, constanta-se que, e passa o pleonasmo, alguns dos nossos meios de comunicação social privados é que passam os casos que deixam perplexo a nossa sociedade. Um deles é o caso do ex-comandante Provincial da Policia de Luanda Joaquim Vieira Ribeiro, mais conhecido por “Quim” Ribeiro. É tão pouco regojizante quando os meios de comunicação social sob supervisão do governo não dizem absolutamente nada sobre os assuntos polemicos que ocorrem na nossa sociedade.
Mas continuemos no caso que nos interessa. “Quim” Ribeiro como comandante, cidadão, humano, se é que é mesmo, diz ser responsavel, não pautou pela ética que lhe pudesse reservar o direito de ser excluido do caso. É bem verdade que os casos por nós dominados, tais como BNA, Frescura e agora dos desvios de avultadas somas de dinheiros e conseguentemente a morte do Comandante da Sétima Divisão da Polícia Nacional de Viana, Augusto Viana Coceiro causa-nos delíquios porque não sabemos quem são os nossos verdadeiros dirigentes.
Um dos grandes episodios assistido por mim aquento da sua ida ao Tribunal Provincial de Luanda para responder as inqueitações que girava em torno do caso Frescura, a representante do Ministério Público, Isabel das Neves Rebelo, questionou-lhe se ao apresentar os oficiais da sua corporação como presumíveis actores do crime, sem a plena certeza de que foram eles, não cometeu um acto de irresponsabilidade, por não ter acompanhado de perto as investigações? O senhor “Quim” Ribeiro respondeu! “O meritíssimo vê que desde que eu sentei aqui tenho sido educado nas minhas respostas, então também eu queria o mesmo tratamento. Eu não sou irresponsável”, respondeu, num tom exaltado.
Como é possivel exigir respeito e um tratamento digno aos outros se ele mesmo não o teve, em envolver-se erm casos já citados, disrespeitando os principiios que regem as investigações? Qual o respeito que deve merecer se aos seus inferiores nunca respeitou? Se esqueceu das expulsões feitas da corporação de alguns dos seus subordinados sem mesmo estes terem sido antes julgados? Se esqueceu que alguns que expulsou da Policia têm familias e muitos deles jovens que gostariam ter uma segunda chance para vencerem na vida e garantirem seu primeiro emprego? Respeitar é tratá-los com amor, carinho, valização. Não significa que quem comete não deve ser punido. Deve sim, mas buscando a verdade dos factos e não por suspeitas.
No caso Frescura e noutros que culminou com a expulsão dos seus efectivos e condenados sempre afirmou que “os efectivos do órgão de especialidade chegavam sempre à conclusão que seus colegas eram os autores dos crimes e, pelo facto dos casos tomarem uma enorme proporção, era necessário que o comandante provincial desse a cara”, Agora é necessario que também deia a cara em assumir as acusações que pesam sobre si.
Quando os acusados se diziam ser inocentes, nunca buscou comprovar esta inocencia e como demonstrava ser um bom comandante dava a cara empurrando os mesmos ao fogo das cenas dos tribunais. Perguntando-lhe se teria sido vitima de intrigas, respondeu “diz-se inocente, acreditando que irá provar e atribuiu a situação que enfrenta como resultado de intrigas contra a sua pessoa por parte de elementos que pretendem lhe tirar da corrida dos possíveis futuros substitutos de Ambrósio de Lemos que estaria sendo cojitado a sucessão para o cargo de comandante geral da policia.
Hoje está sendo acusado. É inocente. Afinal o senhor conhece este palavra? O senhor também se sente injustiçado? Substituir alguêm do cargo é injustiça? Quando o senhor “Quim” Ribeiro aparecia nos ecrãs da TPA falar dos individuos que cometiam e serem expulsos, também queriam lhe substituir? Que eu saiba, crime é crime e substituição não se torna crime. Só se torna crime se atentar contra o seu superior hieraquíco. Por isso, e que ainda me recordo, no Tribunal, no caso Frescura, questionado sobre as motivações que teriam levado os agentes supostamente a praticarem tal acto, respondeu que “fica difícil explicar o que terá motivado porque não era o comandante municipal do Sambizanga naquela altura. Por isso, não sabia das motivações e nem o que é que rodeou o ambiente. Acrescenta dizendo que situações como essa não devem acontecer em Luanda, nem no resto do país”. Aqui também digo senhor “Quim” Ribeiro, que o crime cometido que afirmas ser inocente não deve acontecer em Luanda e nem no resto do país.
O senhor “Quim” Ribeiro, no Tribunal Provincial de Luanda, recordo mais uma vez, no caso Frescura, sobre as acusãos sem provas que pesavam contra os réus, respondeu que acreditava nas instituições e as mesmas não haveria de produzir provas para incriminar os colegas que nas suas intre-linhas deixou ante-ver que muitos deles foram seus alunos. O senhor é alto oficial da Policia Nacional, corporação que sempre lutou e jurou proteger e servir com honestidade e ética. Como seria possivel ser incriminado? Na qualidade do senhor ostentar alta patente na Policia, fica-nos impossivel entender que a sua suspensão e conseguentemente prisão seja simplesmente de intrigas! É porque as suspeita que pesam contra o senhor são desveramente gravissimas e que a sua apuração requer investigações profundas para seres bem preso e corrido da corporação…
O senhor de sua voz viva disse numa das suas declarações a TV que quando um dos efectivos da Policia comete um crime a primaira tomada de medidas é expulsá-lo da corporação muito antes mesmo do julgamento. E isso vimos muitas vezes no seu mandato. E agora? Como fica a sua situação? Acho que enquanto decorre as investigações, e até calha bem que o senhor já está suspenso, seria uma boa medida e para dar maior exemplo ser expulso da corporação porque, como declarou no Tribunal que a “Polícia vai cumprir o seu verdadeiro papel de garantir a segurança e tranquilidade das populações, a sua reacção varia em função da situação”. Então deve ser expulso da Policia e esperemos as reacções que viram no decorrer das investigações.

PONTO FINAL


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